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terça-feira, 27 de abril de 2010

A água no limite - por Daniela Estrada



O Protocolo Mundial da Água, que se pretende incluir nas negociações do tratado pós-Kyoto, torna evidente a urgência de se regular um bem escasso, que deve ser patrimônio da humanidade.

SANTIAGO, 19 de janeiro (Tierramérica).- Em matéria hídrica, “a humanidade não tem consciência do perigo a que está submetida e vai agir somente em situações-limite. A má notícia é que esses limites se aproximam”, disse ao Terramérica Manuel Baquedano, presidente do não-governamental Instituto de Ecologia Política. Baquedano estará a cargo de um dos painéis da conferência “Fazer a paz com a água”, que acontecerá dias 12 e 13 de fevereiro na sede do Parlamento Europeu, em Bruxelas, organizada pelo Fórum Político Mundial, presidido pelo ex-líder soviético Mikhail Gorbachov (1985-1991). Na conferência será discutido o rascunho do Protocolo Mundial da Água, que se pretende incluir nas negociações internacionais sobre o tratado que substituirá, em 2013, o Protocolo de Kyoto (1997).

O Terramérica conversou com o ambientalista chileno de 59 anos, um sociólogo formado pela Universidade Católica de Lovaina e autor do livro “Sua pegada ecológica” (2008).

TERRAMÉRICA: Com surgiu a proposta do Protocolo Mundial da Água?

MANUEL BAQUEDANO: Tem um longo período de maturação, já que recolheu todas as demandas em relação à água emanadas dos fóruns mundiais e da Assembléia Mundial da Água (para Representantes Eleitos e Cidadãos, do Parlamento Europeu). Isso se traduziu em um diagnóstico sobre a situação mundial da água e da necessidade de regular um bem escasso, que deveria ser patrimônio comum da humanidade, mas que em alguns países, como o Chile, é privatizado. A humanidade pode viver sem petróleo, mas não sem água. Todo o mundo fala da crise climática e dos problemas de energia. O segundo componente vital desta trilogia será a água.

TERRAMÉRICA: Pode adiantar algo sobre o rascunho do Protocolo que será debatido em Bruxelas?

MB: O objetivo de redigir este Protocolo é criar uma pré-negociação entre Estados. É um processo longo. Pessoalmente, não em nome da organização, calculo que vai demorar de 12 a 15 anos para que os Estados o aceitem. Portanto, o objetivo é que seja inscrito na agenda a ser negociada no período 2010-2012, com vistas a um acordo pós-Kyoto, em 2013. Estamos buscando um pacto público intergovernamental sobre a água.

TERRAMÉRICA: A seu ver, quais serão os temas mais críticos do Protocolo?

MB: Primeiro, declarar a água como bem público universal. Segundo, criar uma autoridade mundial que a regule e que os Estados assumam o controle da água.

TERRAMÉRICA: Como serão restringidos os interesses empresariais?

MB: Propomos uma autoridade mundial da água, que estaria coordenada com a Organização das Nações Unidas e que velaria pela parte normativa e judicial, em termos de resolução de conflitos e sanções. Buscamos coordenar os interesses privados e os públicos relativos ao uso da água. Nesse contexto, não temos problemas quanto a entregar concessões (a particulares) para seu uso e tratamento, mas não aprovamos a entrega de soberania e de propriedade da água, porque esta deve ser um bem público a serviço da humanidade. Buscamos colocar limites ao uso da água como mercadoria.

TERRAMÉRICA: Que recepção espera ter na conferência de dezembro em Copenhague, onde continuarão as negociações para o tratado pós-Kyoto?

MB: Já tive uma reunião com Ricardo Lagos (presidente do Chile entre 2000 e 2006 e um dos três enviados especiais para mudanças climáticas nomeados pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon). Apresentei esta iniciativa e ele se mostrou disposto a receber as conclusões e acertar uma entrevista com Gorbachov para ver como se pode incluir a questão da água no acordo pós-Kyoto. Já foram estabelecidas as perspectivas de ligação.

TERRAMÉRICA: Quais diferenças existem entre este projeto de Protocolo da Água e iniciativas anteriores?

MB: Uma das coisas mais importantes é que o documento facilitará uma pré-negociação entre países. Na primeira conferência, em Bruxelas. estará reunida uma grande quantidade de pessoas, muito legitimadas em todos os campos: político, cientifico e social. Este documento, com esta legitimação, servirá de base para uma segunda rodada de negociações entre Estados. E, quanto tivermos uma massa crítica, levaremos as negociações à ONU. Agora, por que um status particular para a água? Porque é um elemento vital e, se seu uso não for regulamentado, será fonte de conflitos maiores. Se hoje as guerras são pelo petróleo, no futuro serão pela água. Se temos uma cultura de paz e queremos nos adiantar aos grandes conflitos que a humanidade vai enfrentar, temos que deixar avançar o processo de regulamentação do uso da água.

TERRAMÉRICA: A América Latina é uma região estratégica em matéria de reservas de água doce. Com avalia sua proteção?

MB: É uma região estratégica porque tem aqüíferos (águas subterrâneas), rios muito grandes, como o Paraná e o Amazonas, e geleiras. É abundante em água, que está ameaçada. Vejo os governos preocupados em dar à população acesso à água. O que não vejo muito é uma distribuição mais eqüitativa de seu uso e uma proteção, direta ou indireta. Por exemplo, o derretimento de geleiras é um fenômeno mundial, mas no Chile e países andinos ainda não se assume a gravidade da situação. Não vejo políticas de conservação, prevenção, coleta de água no sentido de criar novas infra-estruturas que permitam utilizá-la melhor. Se isso continuar, milhões de seres humanos ficarão sem sustento de vida.

* A autora é correspondente da IPS.

http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=3043&olt=405

 

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia da Terra, uma questão de atitude



Neste ano, o terceiro do milênio no qual depositamos tantas esperanças, comemorar o Dia da Terra exige reflexão e compromisso. O planeta não vive seus melhores dias e nós, a assim chamada "espécie superior", andamos inseguros a respeito de nossa própria capacidade de fazer deste um mundo melhor. O signo é de guerra, unilateralidade na resolução de conflitos, arreganhos do crime organizado, sensação de anomia e de abandono dos valores que costumavam ser nossas balizas, construtores de sentido existencial e códigos para ajudar a decifrar a essência da condição humana. Nesse clima, falar de paz virou coisa séria. Não basta a estética, nem mesmo a ética, ou a inocência, ou o devaneio. É preciso militância. E não só a das ruas, circunstanciais e emotivas. Agora é também questão de escolha racional, com as conseqüências que isso envolve. É preciso que a paz seja uma opção política.

Ainda temos nos olhos as cenas terríveis do Iraque, pessoas sendo despedaçadas pela morte ou mutilação física e psicológica, pela destruição de suas referências. Mas, na contabilidade da guerra, são apenas danos colaterais, assim como o cerceamento da liberdade de imprensa e a perda de bens do patrimônio histórico da humanidade. Mesmo aqui, a salvo deste horror, sentados no sofá diante da TV, somos atingidos pela perda de valores, sentimos que nossa vida também ficou pior. E sabemos que temos que fazer alguma coisa. Não lá no Iraque. Aqui. Dentro da nossa casa, na nossa vizinhança, na nossa cidade, no nosso país. No Dia da Terra, ou pensamos nisso tudo ou será uma data lamentavelmente vazia. Ela pode ser um símbolo forte do que parece estar-se perdendo: os valores humanos, espirituais e os naturais, entendidos, esses últimos, como aqueles que remetem à ligação essencial de cada um com o habitat planetário, obscurecida pela aparente auto-suficiência da tecnologia e dos "poderes" humanos.

Há certo consenso a respeito da proteção ambiental. Todos são a favor, mas, boa parte, só se for no "meio ambiente" alheio. Quer-se o bem da floresta amazônica, já as obrigações ambientais da empresa... Salvem-se as tartarugas e baleias, já reduzir o próprio lixo...Combata-se a poluição, mas não o uso intensivo do carro particular. As unanimidades em prol da paz, do meio ambiente, do combate à pobreza, às vezes esquecem que é preciso construir na prática a solução para aquilo que incomoda a consciência. E que a construção começa no indivíduo e no que ele está disposto a fazer - ou a deixar de fazer - para a vida melhorar. Esta sim é uma questão de atitude. Continuamos a produzir desastres ambientais e humanos. Eles lembram que ainda estamos na barbárie. A civilização de fato avançada ainda está a caminho e é tarefa para muitas gerações. Agride-se a Terra porque ela é vista apenas como fonte e suporte de bens para o mercado; destroem-se pessoas porque são vistas apenas como consumidoras e contingentes geopolíticos. Não sem razão o petróleo é um personagem tão destacado nas guerras presentes e passadas no Oriente Médio.

Também não sem razão as causas ambientais cada vez mais se confundem com seu espelho social e ético. Hoje procuramos soluções socioambientais, não só ambientais. Falamos em justiça ambiental como parte intrínseca da justiça social. A qualidade de vida é direito humano, assim como a saúde, a educação, a habitação. E acumulam-se evidências de que a atividade econômica não precisa ser predadora. É desejável, viável e factível o caminho do desenvolvimento sustentável. Nada foi e nada será fácil na trajetória dessas idéias, mas elas se impuseram como alternativa e conquistaram adesões - ou, no mínimo, provocaram constrangimentos - em todos os segmentos da sociedade. Mexeram naquele recanto da mente e das emoções no qual está intacta a necessidade de ideais comuns e a crença de que um mundo melhor e sustentável é possível. Nós procriamos e criamos; é inevitável ter amor pelo futuro e compaixão pelo presente. O Dia da Terra exige uma atitude.

por:  Marina Silva








http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./educacao/index.php3&conteudo=./educacao/diaterra.html

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Água poluída mata mais que violência no mundo, diz ONU



22/03/2010
da Reuters, em Abidjan

ONU defende urgência de preservação


A população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano, disse a ONU nesta segunda-feira (22).


"A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras", disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês).

Em um relatório intitulado "Água Doente", lançado para o Dia Mundial da Água nesta segunda-feira, o Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes.O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais.

Falta água limpa

Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90 por cento da água de esgoto sem tratamento.

A diarréia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e "mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada." O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto.

Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes."Se o mundo pretende sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto", disse o diretor da Unep, Achim Steiner. "O esgoto está literalmente matando pessoas."

Mudanças climáticas

O texto afirma também que as mudanças climáticas ameaçam alterar o ciclo global hídrico e que há a necessidade urgente que os setores público e privado de todo o mundo se unam para assumir o desafio de proteger e melhorar a qualidade de rios, lagos e aquíferos. Para tanto, diz o documento, a população deve se comprometer a evitar a poluição futura da água, tratando as já contaminadas, e restaurar a qualidade e saúde de rios, lagos aquíferos e ecossistemas aquáticos.

"A qualidade da água se tornou uma questão global", diz o comunicado, lembrando os milhões de toneladas de esgoto e dejetos industriais e agrícolas que são despejados diariamente nos rios. Em consequência dessa prática, mais pessoas morrem por contato com água contaminada do que a soma de todas as formas de violência, sendo que os mais atingidos são crianças menores de cinco anos.

Poluição desvantajosa

Além da questão humana, o relatório fala sobre as perdas econômicas decorrentes, lembrando que a falta de água e de instalações sanitárias, apenas na África, são estimadas em US$ 28,4 bilhões, o que significa cerca de 5% de seu Produto Interno Bruto (PIB).

A boa notícia, lembra a ONU, é que soluções são implementadas em vários lugares. Mas a entidade diz que atitudes corajosas precisam ser tomadas nos âmbitos internacional, nacional e local, já que o assunto precisa ser tratado como prioridade global, pois a vida humana depende de nossas ações tomadas hoje. O documento é encerrado com a frase "água é vida".

http://www.portalodm.com.br/agua-poluida-mata-mais-que-violencia-no-mundo-diz-onu--n--333.html

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segunda-feira, 22 de março de 2010

Segunda -feira, 22 de março de 2010 - DIA MUNDIAL DA ÁGUA



Mandamentos da água



Lava-te como se fosse com ouro
Preserva, não desperdiça!
Como em uma oração
Guarda o tesouro
No mais profundo do teu coração
E com toda tua razão.

Lava-te, mas não desperdiça,
Guarda a fonte da vida!
Acerca o bem mais precioso
Ensina as gentes o valor que nela está
Não polua, não suje, não mate,
Quantos rios ainda há?

Bebe o néctar celestial
Da chuva serôdia no tempo oportuno
Se te sobras guarda o volume
E asseguras o bem mais rico do mundo
Come e dorme refletindo a vida
Que te fará se te falta um dia?

Lava tua consciência com a água sagrada
Que fará tu se não te restar mais nada?
Preserva o bem
Guarda o líquido vital
Cuida da água
É teu dever de cidadão
Livra as gentes do mal!

Preserva os rios
As fontes esgotáveis
Que saciam tua sede
E que te custam mais tarde!

Paula Belmino

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segunda-feira, 15 de março de 2010

Hidropirataria no Rio Amazonas

É assustador o tráfico de água doce no Brasil. A denúncia está na revista jurídica Consulex 310, de dezembro do ano passado, num texto sobre a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o mercado internacional de água. A revista denuncia: “Navios-tanque estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas”. Empresas internacionais até já criarem novas tecnologias para a captação da água. Uma delas, a Nordic Water Supply Co., empresa da Noruega, já firmou contrato de exportação de água com essa técnica para a Grécia, Oriente Médio, Madeira e Caribe.

Conforme a revista, a captação geralmente é feito no ponto que o rio deságua no Oceano Atlântico. Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa e Oriente Médio. Diz a revista ser grande o interesse pela água farta do Brasil, considerando que é mais barato tratar águas usurpadas (US$ 0,80 o metro cúbico) do que realizar a dessalinização das águas oceânicas (US$ 1,50).

Há trás anos, a Agência Amazônia também denunciou a prática nefasta. Até agora, ao que se sabe nada de concreto foi feito para coibir o crime batizado de hidropirataria. Para a revista Consulex, “essa prática ilegal, no então, não pode ser negligenciada pelas autoridades brasileiras, tendo em vida que são considerados bens da União os lagos, os rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seus domínio (CF, art. 20, III).

Outro dispositivo, a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, atribui à Agência Nacional de Águas (ANA), entre outros órgãos federais, a fiscalização dos recursos hídricos de domínio da União. A lei ainda prevê os mecanismos de outorga de utilização desse direito. Assinado pela advogada Ilma de Camargos Pereira Barcellos, o artigo ainda destaca que a água é um bem ambiental de uso comum da humanidade. “É recurso vital. Dela depende a vida no planeta. Por isso mesmo impõe-se salvaguardar os recursos hídricos do País de interesses econômicos ou políticos internacionais”, defende a autora.

Segundo Ilma Barcellos, o transporte internacional de água já é realizado através de grandes petroleiros. Eles saem de seu país de origem carregados de petróleo e retornam com água. Por exemplo, os navios-tanque partem do Alaska, Estados Unidos – primeira jurisdição a permitir a exportação de água – com destino à China e ao Oriente Médio carregando milhões de litros de água.

Nesse comércio, até uma nova tecnologia já foi introduzida no transporte transatlântico de água: as bolsas de água. A técnica já é utilizada no Reino Unido, Noruega ou Califórnia. O tamanho dessas bolsas excede ao de muitos navios juntos, destaca a revista Consulex. “Sua capacidade [a dos navios] é muito superior à dos superpetroleiros”. Ainda de acordo com a revista, as bolsas podem ser projetadas de acordo com necessidade e a quantidade de água e puxadas por embarcações rebocadoras convencionais.

Há seis anos, o jornalista Erick Von Farfan também denunciou o caso. Numa reportagem no site eco21 lembrava que, depois de sofrer com a biopirataria, com o roubo de minérios e madeiras nobres, agora a Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce. A nova modalidade de saque aos recursos naturais foi identificada por Farfan de hidropirataria. Segundo ele, os cientistas e autoridades brasileiras foram informadas que navios petroleiros estão reabastecendo seus reservatórios no Rio Amazonas antes de sair das águas nacionais.

Farfan ouviu Ivo Brasil, Diretor de Outorga, Cobrança e Fiscalização da Agência Nacional de Águas. O dirigente disse saber desta ação ilegal. Contudo, ele aguarda uma denúncia oficial chegar à entidade para poder tomar as providências necessárias. “Só assim teremos condições legais para agir contra essa apropriação indevida”, afirmou.

O dirigente está preocupado com a situação. Precisa, porém, dos amparos legais para mobilizar tanto a Marinha como a Polícia Federal, que necessitam de comprovação do ato criminoso para promover uma operação na foz dos rios de toda a região amazônica próxima ao Oceano Atlântico. “Tenho ouvido comentários neste sentido, mas ainda nada foi formalizado”, observa.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Very good GreenBooks!


PUBLIFOLHA: 09/03/2009 - 15h03

Entender os efeitos do aquecimento global, as consequências do mau uso da água e as mudanças climáticas é o primeiro passo para tentar garantir um futuro seguro para o planeta. Veja abaixo sugestões de livros sobre o tema.

Em "Folha Explica A Água", os autores José Galizia Tundisi e Takako Matsumura Tundisi analisam, de forma didática, questões como as propriedades essenciais da água, seus múltiplos usos, o impacto da exploração humana dos recursos hídricos e suas conseqüências.
{Fundamental para a manutenção da biodiversidade e de todos os ciclos naturais, a produção de alimentos e a preservação da própria vida, a água vem se tornando cada vez mais um recurso estratégico para a humanidade. As grandes civilizações já dependem e vão depender, cada vez mais, da água para sua sobrevivência econômica e biológica, além do desenvolvimento econômico e cultural. Folha Explica "A Água" analisa, de forma didática, questões como as propriedades essenciais da água, seus múltiplos usos, o impacto da exploração humana dos recursos hídricos e suas conseqüências.}
Título: A Água
Autor: José Galizia Tundisi e Takako Matsumura Tundisi
Editora: Publifolha
Edição: 1a. edição, 2005
Idioma: Português
Número de páginas: 128 páginas
Formato: 11 cm x 18 cm (largura x altura)
Especificação: Offset 90g/m², 1x1 cor, Brochura
Peso: 125 gramas
ISBN: 85-7402-655-7
ISBN-13: 978-85-7402-655-8
Preço: R$ 18,90
Cap. 1: http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u351812.shtml

"O Atlas da Água" faz o mapeamento completo do recurso mais precioso do planeta e trata de assuntos como escassez, exploração de águas subterrâneas, desperdício, secas e inundações, conflitos comerciais e internacionais, tratamento e conservação, entre outros.
{Mais de 1 bilhão de pessoas atualmente não têm acesso à água potável. Por volta de 2050, quase metade da população mundial sofrerá com a falta deste recurso. O "Atlas da Água" traz mapas com a distribuição das águas em todo o mundo, faz uma análise de áreas de risco e oferece páginas exclusivas sobre o panorama brasileiro. Este livro trata de assuntos como escassez, exploração de águas subterrâneas, desperdício, secas e inundações, conflitos comerciais e internacionais, tratamento e conservação, entre outros. É fonte de informação essencial para professores, estudantes e responsáveis por políticas públicas e privadas e interessados em questões ambientais.}
Título: O Atlas da Água
Subtítulo: O Mapeamento Completo do Recurso Mais Precioso do Planeta
Autor: Robin Clarke e Jannet King
Editora: Publifolha
Edição: 1a. edição, 2006
Idioma: Português
Número de páginas: 128 páginas
Formato: 18,9 cm x 24,5 cm (largura x altura)
Especificação: Couché fosco 115 g/m², 4 x 4 cores, brochura
Peso: 370 gramas
ISBN: 85-7402-621-2
ISBN-13: 978-85-7402-621-3O
Preço: R$ 39,90

"Manual de Negócios Sustentáveis", ensina como aliar a rentabilidade nos negócios à preservação do meio ambiente. O livro traça um painel de oportunidades de prosperar nesse novo contexto e aponta para as dificuldades reais de realizar a transição rumo a maior sustentabilidade.

{'Manual de Negócios Sustentáveis' ensina como aliar a rentabilidade nos negócios à preservação do meio ambiente. A obra traz idéias práticas, elaboradas a partir de casos reais, que mostram como desenvolver um plano de negócio sustentável, onde buscar financiamento e como adquirir vantagem competitiva. Traz, ainda, um caderno acadêmico elaborado por Rubens Mazon, professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.}
Título: Manual de Negócios Sustentáveis
Subtítulo: Como Aliar Rentabilidade e Meio Ambiente
Autor: Regina Scharf e Roberto Smeraldi (introdução de)
Editora: Publifolha
Edição: 1a. edição, 2004
Idioma: Português
Número de páginas: 176 páginas
Formato: 15,5 cm x 23 cm (largura x altura)
Especificação: Offset 120g/m², 2x2 cores, Brochura
Peso: 410 gramas
ISBN: 85-8692-806-2
Preço: R$ 52,90

O livro "Energia Alternativa", da "Série Mais Ciência" discute a energia, sua importância na sociedade e os meios para gerá-la, sem prejudicar o planeta. Apresenta a situação atual do consumo energético no mundo, do uso de combustíveis fósseis e da energia nuclear por questões de comodidade, preço e conveniência política.
{"Energia Alternativa" apresenta as principais energias alternativas (solar, eólica, hidrelétrica e de biocombustíveis) e trata das questões políticas, econômicas e ambientais que envolvem os problemas energéticos mundiais. A busca por fontes renováveis é um dos temas mais importantes da atualidade. O livro apresenta informações das pesquisas mais recentes sobre o uso de biocombustíveis, como etanol, além de experiências com a produção de energia a partir das marés, do vento, do Sol e de outras fontes renováveis. A energia hidrelétrica e os combustíveis fósseis também são reavaliados. Com texto conciso e claro, este livro é indicado para entender o debate sobre uma das questões vitais da nossa existência.}
Título: Energia Alternativa
Subtítulo: Solar, Eólica, Hidrelétrica e de Biocombustíveis
Autor: Marek Walisiewicz
Editora: Publifolha
Edição: 1a. edição, 2008
Idioma: Português
Número de páginas: 72 páginas
Formato: 12,4 cm x 17,7 cm (largura x altura)
Especificação: couché fosco /m², 4 x4 cores, Brochura
Peso: 112 gramas
ISBN-13: 978-85-7402-846-0
Preço: R$ 17,90

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ponto de ônibus ´verde´ recolhe água

SÃO PAULO – Designer planeja ponto de ônibus que, além de proteger os passageiros, ajuda o meio ambiente.
O projeto de Ramesh Kanth é bem simples: um telhado capaz de coletar a água da chuva e um sistema que a devolva à terra.
Isso porque, apesar de não parecer, grande parte da água da chuva não volta ao solo. Como nas grandes cidades a maior parte do chão é recoberta de asfalto e concreto, a chuva não pode ser absorvida de volta pela terra. A maior parte dela escorre pelo asfalto, entra em tubulações e é encaminhada para escoamento ou tratamento.
O acúmulo de água responsável pelas enchentes é em parte causado por essa falta de absorção do solo. Daí a ideia de Kanth poder ajudar a resolver o problema nas cidades.

A chuva cairia no telhado do ponto de ônibus e escorreria por uma série de canos por dentro do solo, até alcançar regiões não pavimentadas.
O projeto, claro, precisa ser aperfeiçoado. É necessário criar uma maneira dos canos não entupirem, e cavar fundo o bastante para que a água chegue mesmo à terra, e não acabe danificando estruturas subterrâneas.

Paula Rothman, de INFO Online

Quinta-feira, 21 de janeiro de 2010 - 12h42
http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/ponto-de-onibus-verde-recolhe-agua-21012010-17.shl

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