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segunda-feira, 15 de março de 2010

Hidropirataria no Rio Amazonas

É assustador o tráfico de água doce no Brasil. A denúncia está na revista jurídica Consulex 310, de dezembro do ano passado, num texto sobre a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o mercado internacional de água. A revista denuncia: “Navios-tanque estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas”. Empresas internacionais até já criarem novas tecnologias para a captação da água. Uma delas, a Nordic Water Supply Co., empresa da Noruega, já firmou contrato de exportação de água com essa técnica para a Grécia, Oriente Médio, Madeira e Caribe.

Conforme a revista, a captação geralmente é feito no ponto que o rio deságua no Oceano Atlântico. Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa e Oriente Médio. Diz a revista ser grande o interesse pela água farta do Brasil, considerando que é mais barato tratar águas usurpadas (US$ 0,80 o metro cúbico) do que realizar a dessalinização das águas oceânicas (US$ 1,50).

Há trás anos, a Agência Amazônia também denunciou a prática nefasta. Até agora, ao que se sabe nada de concreto foi feito para coibir o crime batizado de hidropirataria. Para a revista Consulex, “essa prática ilegal, no então, não pode ser negligenciada pelas autoridades brasileiras, tendo em vida que são considerados bens da União os lagos, os rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seus domínio (CF, art. 20, III).

Outro dispositivo, a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, atribui à Agência Nacional de Águas (ANA), entre outros órgãos federais, a fiscalização dos recursos hídricos de domínio da União. A lei ainda prevê os mecanismos de outorga de utilização desse direito. Assinado pela advogada Ilma de Camargos Pereira Barcellos, o artigo ainda destaca que a água é um bem ambiental de uso comum da humanidade. “É recurso vital. Dela depende a vida no planeta. Por isso mesmo impõe-se salvaguardar os recursos hídricos do País de interesses econômicos ou políticos internacionais”, defende a autora.

Segundo Ilma Barcellos, o transporte internacional de água já é realizado através de grandes petroleiros. Eles saem de seu país de origem carregados de petróleo e retornam com água. Por exemplo, os navios-tanque partem do Alaska, Estados Unidos – primeira jurisdição a permitir a exportação de água – com destino à China e ao Oriente Médio carregando milhões de litros de água.

Nesse comércio, até uma nova tecnologia já foi introduzida no transporte transatlântico de água: as bolsas de água. A técnica já é utilizada no Reino Unido, Noruega ou Califórnia. O tamanho dessas bolsas excede ao de muitos navios juntos, destaca a revista Consulex. “Sua capacidade [a dos navios] é muito superior à dos superpetroleiros”. Ainda de acordo com a revista, as bolsas podem ser projetadas de acordo com necessidade e a quantidade de água e puxadas por embarcações rebocadoras convencionais.

Há seis anos, o jornalista Erick Von Farfan também denunciou o caso. Numa reportagem no site eco21 lembrava que, depois de sofrer com a biopirataria, com o roubo de minérios e madeiras nobres, agora a Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce. A nova modalidade de saque aos recursos naturais foi identificada por Farfan de hidropirataria. Segundo ele, os cientistas e autoridades brasileiras foram informadas que navios petroleiros estão reabastecendo seus reservatórios no Rio Amazonas antes de sair das águas nacionais.

Farfan ouviu Ivo Brasil, Diretor de Outorga, Cobrança e Fiscalização da Agência Nacional de Águas. O dirigente disse saber desta ação ilegal. Contudo, ele aguarda uma denúncia oficial chegar à entidade para poder tomar as providências necessárias. “Só assim teremos condições legais para agir contra essa apropriação indevida”, afirmou.

O dirigente está preocupado com a situação. Precisa, porém, dos amparos legais para mobilizar tanto a Marinha como a Polícia Federal, que necessitam de comprovação do ato criminoso para promover uma operação na foz dos rios de toda a região amazônica próxima ao Oceano Atlântico. “Tenho ouvido comentários neste sentido, mas ainda nada foi formalizado”, observa.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Very good GreenBooks!


PUBLIFOLHA: 09/03/2009 - 15h03

Entender os efeitos do aquecimento global, as consequências do mau uso da água e as mudanças climáticas é o primeiro passo para tentar garantir um futuro seguro para o planeta. Veja abaixo sugestões de livros sobre o tema.

Em "Folha Explica A Água", os autores José Galizia Tundisi e Takako Matsumura Tundisi analisam, de forma didática, questões como as propriedades essenciais da água, seus múltiplos usos, o impacto da exploração humana dos recursos hídricos e suas conseqüências.
{Fundamental para a manutenção da biodiversidade e de todos os ciclos naturais, a produção de alimentos e a preservação da própria vida, a água vem se tornando cada vez mais um recurso estratégico para a humanidade. As grandes civilizações já dependem e vão depender, cada vez mais, da água para sua sobrevivência econômica e biológica, além do desenvolvimento econômico e cultural. Folha Explica "A Água" analisa, de forma didática, questões como as propriedades essenciais da água, seus múltiplos usos, o impacto da exploração humana dos recursos hídricos e suas conseqüências.}
Título: A Água
Autor: José Galizia Tundisi e Takako Matsumura Tundisi
Editora: Publifolha
Edição: 1a. edição, 2005
Idioma: Português
Número de páginas: 128 páginas
Formato: 11 cm x 18 cm (largura x altura)
Especificação: Offset 90g/m², 1x1 cor, Brochura
Peso: 125 gramas
ISBN: 85-7402-655-7
ISBN-13: 978-85-7402-655-8
Preço: R$ 18,90
Cap. 1: http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u351812.shtml

"O Atlas da Água" faz o mapeamento completo do recurso mais precioso do planeta e trata de assuntos como escassez, exploração de águas subterrâneas, desperdício, secas e inundações, conflitos comerciais e internacionais, tratamento e conservação, entre outros.
{Mais de 1 bilhão de pessoas atualmente não têm acesso à água potável. Por volta de 2050, quase metade da população mundial sofrerá com a falta deste recurso. O "Atlas da Água" traz mapas com a distribuição das águas em todo o mundo, faz uma análise de áreas de risco e oferece páginas exclusivas sobre o panorama brasileiro. Este livro trata de assuntos como escassez, exploração de águas subterrâneas, desperdício, secas e inundações, conflitos comerciais e internacionais, tratamento e conservação, entre outros. É fonte de informação essencial para professores, estudantes e responsáveis por políticas públicas e privadas e interessados em questões ambientais.}
Título: O Atlas da Água
Subtítulo: O Mapeamento Completo do Recurso Mais Precioso do Planeta
Autor: Robin Clarke e Jannet King
Editora: Publifolha
Edição: 1a. edição, 2006
Idioma: Português
Número de páginas: 128 páginas
Formato: 18,9 cm x 24,5 cm (largura x altura)
Especificação: Couché fosco 115 g/m², 4 x 4 cores, brochura
Peso: 370 gramas
ISBN: 85-7402-621-2
ISBN-13: 978-85-7402-621-3O
Preço: R$ 39,90

"Manual de Negócios Sustentáveis", ensina como aliar a rentabilidade nos negócios à preservação do meio ambiente. O livro traça um painel de oportunidades de prosperar nesse novo contexto e aponta para as dificuldades reais de realizar a transição rumo a maior sustentabilidade.

{'Manual de Negócios Sustentáveis' ensina como aliar a rentabilidade nos negócios à preservação do meio ambiente. A obra traz idéias práticas, elaboradas a partir de casos reais, que mostram como desenvolver um plano de negócio sustentável, onde buscar financiamento e como adquirir vantagem competitiva. Traz, ainda, um caderno acadêmico elaborado por Rubens Mazon, professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.}
Título: Manual de Negócios Sustentáveis
Subtítulo: Como Aliar Rentabilidade e Meio Ambiente
Autor: Regina Scharf e Roberto Smeraldi (introdução de)
Editora: Publifolha
Edição: 1a. edição, 2004
Idioma: Português
Número de páginas: 176 páginas
Formato: 15,5 cm x 23 cm (largura x altura)
Especificação: Offset 120g/m², 2x2 cores, Brochura
Peso: 410 gramas
ISBN: 85-8692-806-2
Preço: R$ 52,90

O livro "Energia Alternativa", da "Série Mais Ciência" discute a energia, sua importância na sociedade e os meios para gerá-la, sem prejudicar o planeta. Apresenta a situação atual do consumo energético no mundo, do uso de combustíveis fósseis e da energia nuclear por questões de comodidade, preço e conveniência política.
{"Energia Alternativa" apresenta as principais energias alternativas (solar, eólica, hidrelétrica e de biocombustíveis) e trata das questões políticas, econômicas e ambientais que envolvem os problemas energéticos mundiais. A busca por fontes renováveis é um dos temas mais importantes da atualidade. O livro apresenta informações das pesquisas mais recentes sobre o uso de biocombustíveis, como etanol, além de experiências com a produção de energia a partir das marés, do vento, do Sol e de outras fontes renováveis. A energia hidrelétrica e os combustíveis fósseis também são reavaliados. Com texto conciso e claro, este livro é indicado para entender o debate sobre uma das questões vitais da nossa existência.}
Título: Energia Alternativa
Subtítulo: Solar, Eólica, Hidrelétrica e de Biocombustíveis
Autor: Marek Walisiewicz
Editora: Publifolha
Edição: 1a. edição, 2008
Idioma: Português
Número de páginas: 72 páginas
Formato: 12,4 cm x 17,7 cm (largura x altura)
Especificação: couché fosco /m², 4 x4 cores, Brochura
Peso: 112 gramas
ISBN-13: 978-85-7402-846-0
Preço: R$ 17,90

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ponto de ônibus ´verde´ recolhe água

SÃO PAULO – Designer planeja ponto de ônibus que, além de proteger os passageiros, ajuda o meio ambiente.
O projeto de Ramesh Kanth é bem simples: um telhado capaz de coletar a água da chuva e um sistema que a devolva à terra.
Isso porque, apesar de não parecer, grande parte da água da chuva não volta ao solo. Como nas grandes cidades a maior parte do chão é recoberta de asfalto e concreto, a chuva não pode ser absorvida de volta pela terra. A maior parte dela escorre pelo asfalto, entra em tubulações e é encaminhada para escoamento ou tratamento.
O acúmulo de água responsável pelas enchentes é em parte causado por essa falta de absorção do solo. Daí a ideia de Kanth poder ajudar a resolver o problema nas cidades.

A chuva cairia no telhado do ponto de ônibus e escorreria por uma série de canos por dentro do solo, até alcançar regiões não pavimentadas.
O projeto, claro, precisa ser aperfeiçoado. É necessário criar uma maneira dos canos não entupirem, e cavar fundo o bastante para que a água chegue mesmo à terra, e não acabe danificando estruturas subterrâneas.

Paula Rothman, de INFO Online

Quinta-feira, 21 de janeiro de 2010 - 12h42
http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/ponto-de-onibus-verde-recolhe-agua-21012010-17.shl

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domingo, 15 de novembro de 2009

MERCOSUR: ¿Quién controla el agua?


CÓRDOBA, Argentina, 19 jul (IPS) - Movimientos sociales de Argentina, Bolivia, Brasil, Chile y Uruguay, que trabajaron arduamente para recuperar servicios de agua privatizados en la década de 1990, se reunieron en esta ciudad argentina para intercambiar experiencias y definir pasos ahora que algunas corporaciones se retiran de la región.

"El gran desafío, quizás mayor incluso que el que tuvimos en la lucha para recuperar las empresas de agua privatizadas, es la construcción de una gestión alternativa de este recurso que sea pública y participativa", dijo a IPS el portavoz de la Coordinadora por la Defensa del Agua y de la Vida de Bolivia, Oscar Olivera.


En Bolivia, el movimiento contra la privatización de servicios de agua potable y saneamiento lleva años y tuvo incluso cinco víctimas fatales en movilizaciones callejeras en La Paz y El Alto en las que participaron 500.000 personas. En 2000, los residentes se resistieron a aumentos de tarifas de hasta 300 por ciento. La cuenta del agua equivalía a 20 por ciento del ingreso familiar.

Ahora, la corporación francesa Suez-Lyonnaise des Eaux --con un contrato de concesión por 40 años desde 1999-- está en proceso de retirada y Bolivia tiene un Ministerio del Agua además de una organización social dispuesta a participar en la administración de ese recurso. "El gobierno de Evo Morales debió cumplir el mandato y creó el ministerio", explicó Olivera.

En el marco de la XXV Reunión Cumbre del Mercosur (Mercado Común del Sur) este jueves y el viernes en la capital de la provincia de Córdoba --800 kilómetros al noroeste de Buenos Aires--, organizaciones de la sociedad civil de la región asisten a la Cumbre de los Pueblos por la Soberanía y la Integración que culmina este jueves con una marcha callejera.

Argentina, Brasil, Paraguay, Uruguay y Venezuela son miembros del Mercosur.

En ese ámbito, la Comisión Popular por la Recuperación del Agua de Córdoba, formada por organizaciones sociales y sindicales y partidos políticos, convocó a entidades sudamericanas que trabajaron por la recuperación del agua en varios países a debatir el fracaso de la privatización del sector y los modelos de gestión pública.

En el último año, Suez se retiró, o está en proceso de hacerlo, de la explotación de servicios de agua en Argentina, Bolivia y Uruguay, que habían sido privatizados en los años 90.

Para exponer la experiencia del manejo gubernamental habló Dieter Warshof, de la Asociación de Empresas Municipales de Agua y Cloacas de Brasil, que representa a unas 1.500 firmas gestionadas por las comunas brasileñas, muchas de ellas con participación de organizaciones sociales.

Pero la preocupación recurrente de los participantes es construir un "nuevo" modelo de manejo del recurso hídrico. "Hemos sido eficientes para ir contra las empresas privatizadas, pero no para proponer un modelo alternativo", sostuvo el argentino Alberto Muñoz, de la nororiental provincia de Santa Fe. En esto muchos coinciden.

Muñoz es miembro de Usuarios y Consumidores de Rosario, una organización que a su vez forma parte de la Asamblea Provincial por el Derecho al Agua en Santa Fe. "Necesitamos cambiar la idea de empresa estatal por la de empresa pública porque el Estado no siempre representa los intereses públicos", alertó.

"Tenemos que involucrarnos", exhortó este activista que en su provincia lideró el proceso contra la privatización de la empresa estatal de agua, controlada por Suez.

Anil Naidoo, coordinador de la campaña internacional Blue Planet Project (Proyecto Planeta Azul, con sede en Canadá), fue el único invitado no sudamericano. "En este proceso es importante no sustituir un imperio por otro, saber muy bien qué queremos hacer", remarcó.

En diálogo con IPS, Naidoo sostuvo que América del Sur es en este momento "el corazón del movimiento por el derecho humano al agua" y aseguró que "es en esta región donde se están gestando nuevas ideas sobre cómo manejar el recurso". "El movimiento es fuerte y por eso queremos apoyarlo", dijo con entusiasmo.

El sindicalista Luis Bazán, que coordina la comisión popular de Córdoba para la reestatización del agua, subrayó la oportunidad del encuentro. "Queremos articular una misma política sobre el manejo del agua en el Mercosur, para que sea considerada un bien público y un derecho esencial", dijo a IPS.

"Vamos a pedir a los presidentes que esto se institucionalice, porque en algunos países las empresas privadas se están retirando por la persistencia de los movimientos sociales, pero hay casos aún contradictorios como el de Argentina", señaló.

El presidente argentino Néstor Kirchner resolvió rescindir este año el contrato con Suez de concesión del servicio de agua y saneamiento en la ciudad de Buenos Aires y sus alrededores y crear una nueva compañía pública. En la provincia de Santa Fe ocurrió algo similar.

Muñoz recordó que Suez, que iba a usufructuar el negocio por 30 años, se quedó sólo 10. Los incumplimientos de contrato, los aumentos injustificados de tarifas y la mala calidad del servicio forzaron su retiro a comienzos de este año, de modo similar a lo ocurrido en otros países.

Por presión de la asamblea que se formó en Santa Fe, el gobierno impulsó la salida de Suez. Ahora, Aguas de Santa Fe es 50 por ciento del Estado provincial, 40 por ciento de los municipios, y 10 por ciento de los sindicatos.

"Es una transición, no es lo que queremos. Pero al menos logramos derrotar a la empresa privatizada que era totalmente ineficiente. Para nosotros, esto es como la etapa final de la era de la privatización, pero queremos una mayor participación de universidades y organizaciones sociales en el control de la empresa", dijo.

En cambio, en Córdoba el movimiento de resistencia logró que Suez anunciara su retiro este año, pero no consigue que el gobierno provincial acepte asumir el control del servicio. La administración ofreció transferir las acciones a otra empresa privada, de capital nacional, y la comisión popular impugnó ese acto ante la justicia.

"El contrato impide que el operador técnico transfiera las acciones a otra empresa", advirtió Bazán, y en eso se basó su presentación judicial. Mientras el conflicto se dirime en la justicia, el movimiento analiza qué camino seguir. De momento, observa las experiencias en la región y sabe qué es lo que no quiere.

La participación de sindicatos en la gestión del agua es vetada por casi todas las organizaciones que se resistieron la privatización. "Defienden intereses corporativos, cuando no directamente los de las empresas privadas", se quejó el boliviano. Todos coinciden en que una nueva compañía pública debe partir de la idea de considerar al agua como un bien social, y no una mercancía y su acceso un derecho humano básico. Imaginan subsidios cruzados para que paguen más los que más tienen, y que se prohíba cortar el servicio por falta de pago.

"El presidente Kirchner reestatizó la empresa Aguas Argentinas y creó Agua y Saneamiento S.A., pero detectamos que la nueva empresa estatal también corta el servicio cuando no se paga, y eso no es lo que queremos", distinguió en el plenario un activista que llegó a Córdoba desde Buenos Aires.

Otro participante, de la sudoccidental provincia de Río Negro, recordó que en su distrito el servicio de agua nunca se privatizó, pero se entregó parcialmente el manejo de la empresa a compañías privadas. "La vaciaron y no hicieron nada bueno", dijo.

En Uruguay, un plebiscito en 2004 habilitó la reforma de la Constitución para declarar el agua como bien público y prohibir la privatización de servicios de distribución y saneamiento.

Poco después cayeron las concesiones a las firmas Aguas de la Costa, de la española Aguas de Barcelona (filial de Suez) y Uragua, subsidiaria de la también española Aguas de Bilbao, que controlaban el servicio en el sudoriental departamento de Maldonado.

Sin embargo, Sebastián Valdomir, de la ecologista Redes Amigos de la Tierra --miembro de la Comisión Nacional en Defensa del Agua y la Vida en Uruguay-- dijo a IPS que las empresas acudieron al Centro Internacional de Arreglo de Diferencia de Inversiones (CIADI) del Banco Mundial para conseguir resarcimientos.

"Debemos iniciar una campaña regional de denuncia de esta estrategia de las empresas. El agua no puede estar sujeta a lo que opina el CIADI", dijo.

Finalmente, Olivera, de Bolivia, consideró que aun cuando hubiera voluntad de los nuevos gobiernos sudamericanos de avanzar en la reestatización, queda mucho por hacer. En su país se están elaborando propuestas para llevar a la Asamblea Constituyente a fin de generar espacios de participación.

"Hay que desprivatizar la política ahora, terminar con el monopolio de la palabra que tienen los dirigentes y empezar a escuchar qué es lo que quiere la gente", recomendó.


Marcela Valente

http://ipsnoticias.net/nota.asp?idnews=38092
(FIN/2006)

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Bolívia propõe a criação de corte ambiental internacional


Um grupo de organizações sociais bolivianas tentou angariar apoio internacional na conferência sobre clima de Barcelona a fim de estabelecer um tribunal para julgar casos de "justiça climática".
Eles esperam que a corte force multinacionais a pagarem indenizações à comunidades indígenas que sofrem efeitos do aquecimento global.
A proposta tem o apoio do presidente boliviano, Evo Morales, e de seus aliados na Alba, o bloco regional bolivariano.
Na semana passada, em Londres, o presidente do Equador, Rafael Correa, elogiou a proposta, argumentando que países como Equador e Bolívia precisam "cobrar sua dívida ecológica".
"Não queremos ser vistos como mendigos, não viemos pedir esmolas, mas sim justiça", diz Angelica Navarro, uma das negociadoras.
Os detalhes sobre como funcionaria a corte e qual seria seu escopo ainda não foram definidos. Presidentes dos países da Alba concordaram em seu último encontro, em outubro, em formar um grupo para estudar o projeto.

Dívida histórica

Os propositores da ideia afirmam que os países industrializados e suas empresas têm uma dívida histórica por terem contaminado o planeta e deveriam pagar por isso.
"Acreditamos que companhias de petróleo deveriam pagar algo, de alguma forma, às comunidades indígenas na Bolívia", disse Moisés Huarachi, representante tanto de organizações sociais bolivianas e da delegação do país em Barcelona.
"Mas achamos que talvez isso deva ser em forma de transferência de tecnologia em vez de dinheiro", disse ele à BBC.
Huarachi apoia uma nova e imparcial corte que opera independentemente de outras instituições legais da ONU, embora, talvez, sob supervisão da própria ONU.
"Nós indígenas não acreditamos muito nos mecanismos da ONU", disse.
 Organizações sociais bolivianas organizaram sua própria versão de tribunal para mudanças climáticas no mês passado na cidade de Cochabamba.
Era composta de especialistas estrangeiros em questões ambientais que ouviram os casos de sete comunidades na Bolívia, em El Salvador, na Colômbia e no Peru afetadas por atividades de empresas mineradoras.
Os organizadores explicaram que a corte não tinha poderes legais, mas "segue a necessidade de responder à ausência de mecanismos e instituições que sancionem os crimes climáticos".

Khapi

Um dos casos estudados em Cochabamba era o da comunidade Khapi, de indígenas Aymarás, no alto dos Andes bolivianos.
Moradores temem ser fortemente afetados pelo derretimento da geleira Illimani, que fornece parte da água consumida pela comunidade.
A questão é descrita em um relatório detalhado divulgado nesta semana em Barcelona pela organização não-governamental britânica Oxfam sobre a vulnerabilidade da Bolívia às mudanças climáticas.
De acordo com o relatório, o derretimento das geleiras, desastres naturais, a disseminação de doenças, incêndios florestais e o clima errático ameaçam provocar graves danos a um dos países mais pobres da América Latina.
Apesar disso, observa o documento, a Bolívia é responsável por apenas uma pequena porcentagem das emissões globais de gases do efeito estufa.
O relatório conclui que a proposta do governo da Bolívia para uma corte internacional "destaca a necessidade de mecanismos de controle, que requerem responsabilidade daqueles países ou organizações que contribuem com a contaminação, e ao mesmo tempo compensar os países mais vulneráveis".
Os críticos apontam que a proposta deve enfrentar grandes obstáculos se for colocada em prática.
Eles dizem que seria difícil dar à corte internacional um estatuto legal para multar empresas por "crimes ambientais".
Além disso, a ideia de uma corte internacional pode se perder em meio às outras várias propostas sendo apresentadas por países latino-americanos.

Brasil

O Brasil e o México, as duas vozes mais poderosas da região nas negociações sobre mudanças climáticas, estão concentrando sua atenção sobre que cortes em emissões de gases eles poderiam oferecer se os países desenvolvidos concordarem com grandes reduções de emissões e ajuda financeira a países em desenvolvimento.
O Uruguai anunciou durante as negociações o objetivo de aumentar a parcela de sua energia originária de fontes renováveis para 15% até 2015.
O Peru fala sobre metas de cortes nas emissões de desmatamento, enquanto até mesmo o Equador, um dos principais apoiadores da corte, prioriza a ideia de receber pagamentos da comunidade internacional para não explorar suas reservas de petróleo no parque nacional Yasuni.
Porém Moisés Huarachi espera que outros países de fora da América Latina que apoiaram as propostas bolivianas em encontros anteriores possam dar algum apoio.
"Tivemos apoio nas negociações de Bangcoc para a proposta de dar direitos à Mãe Terra. Logicamente alguém precisa penalizar a violação desses direitos", explica.
Ele espera que alguns países africanos apoiem a ideia de incluir o estabelecimento da corte no texto de um acordo final a ser negociado na conferência sobre as mudanças climáticas a ser realizada em Copenhague, Dinamarca, no mês que vem.

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

El clima y las aguas subterráneas


Poco se sabe de cómo se comportan las aguas subterráneas ante los cambios que experimenta el clima. Se cree que son muy sensibles. Científicos generaron patrones diarios vinculados a datos meteorológicos para su estudio.


Poco se sabe sobre cómo se están comportando las reservas de aguas subterráneas frente al cambio climático. Y para saber más acerca de estas reservas acuáticas, un grupo interdisciplinario de científicos procedentes de Australia y de los Estados Unidos generaron patrones diarios vinculando datos meteorológicos, registros históricos y los climas pronosticados para la época en que la concentración del dióxido de carbono en la atmósfera sea el doble de la actual.

En su estudio, señalan que la única manera de hacer tales predicciones es con interacciones simuladas entre los suelos y los vegetales y plantas, esenciales para determinar la sensibilidad de los sistemas suelo-agua-vegetación frente al cambio climático.

Para desarrollar esta tarea utilizaron un Modelo de la Circulación General (GCM) de la atmósfera. Los datos meteorológicos resultantes fueron cruzados con un modelo de suelo-agua-vegetación que representaba el agua absorbida por el suelo, el flujo de agua, y el almacenamiento en el suelo, así como la evaporación de superficie, la captación vegetal, la transpiración del agua, y el drenaje profundo debajo de las raíces de árboles y pastos que actúan como mecanismos de recarga del depósito o reserva de aguas subterráneas.

Los resultados de esta simulación demostraron que los cambios en las temperaturas y en la lluvia afectaron a las tasas de crecimiento y al tamaño de las hojas de las plantas.

En algunas áreas, la respuesta proyectada de la vegetación (al cambio climático) causaría que la reserva media disminuyera, pero en otras áreas la recarga de agua será de más del doble que la actual. El resultado de este estudio es vital para controlar y prevenir el uso correcto de la tierra y del agua para aquellos que se ocupan de trazar políticas relacionadas con el medio ambiente.

http://www.nuestromar.org/noticias/ciencia_tecnologia_y_educacion11668_102007_el_clima_y_las_aguas_subterraneas - 25/10/07

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domingo, 1 de novembro de 2009

Geoquímico defende que oceanos nasceram de asteroides congelados




Asteróides cobertos de gelo que caíram na Terra há uma centena de milhões de anos após o nascimento dos planetas do sistema solar podem ter trazido a água de nossos oceanos, diz o geoquímico francês Francis Albarède em artigo publicado nesta quarta-feira (28) na revista científica britânica "Nature".
No estudo, o cientista contesta a ideia comumente admitida, segundo a qual o oceano e a atmosfera teriam se formado a partir de gases vulcânicos.

"A Lua e a Terra eram secas, essencialmente logo após a formação da Lua, em seguida a um impacto gigante sobre a Prototerra" [primeiro estágio geológico da Terra].
"A água chegou mais tarde", resume Albarède, do Laboratório de Ciências da Terra, da Universidade Claude Bernard.
Levando-se em conta cálculos recentes, as temperaturas eram muito elevadas entre o Sol no seu começo e a órbita de Júpiter, para que elementos voláteis, como o vapor d'água, pudessem se condensar em "embriões planetários".
A chegada de água à Terra corresponderia a um período situado entre 80 e 130 milhões de anos após a formação do sistema solar. Em seguida à agitação provocada pelos planetas gigantes gasosos nas trajetórias de asteróides e de outros fragmentos congelados, estes teriam cruzado a Terra trazendo suas reservas de água.
Introduzida no manto terrestre, esta água o amoleceu, permitindo o aparecimento da "tectônica de placas, que pode ter sido crucial para que a vida emergisse", destacou Albarède.

Comparações

Comparando Marte, Vênus e a Terra, três planetas com histórias diferentes, este cientista destaca o que caracteriza a Terra, a presença de uma tectônica de placas, modelando continuadamente os continentes, um oceano líquido e a vida, lembra.
Num momento em que saímos em busca de planetas extrassolares, é preciso indagar por que três planetas de nosso sistema solar são tão diferentes.
"A última década viu mudanças conceituais importantes na compreensão da história precoce dos planetas terrestres; agora, muitas surpresas poderão nos esperar", concluiu Albarède.

(Fonte: France Presse / Folha Online) /(http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=49311)

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